quinta-feira, maio 30

O avanço da tecnologia na saúde e na medicina no decorrer dos anos tem sido significativo tanto para os profissionais quanto para os pacientes.

É só prestar mais atenção para perceber que ocorrem avanços em relação à saúde que se enquadram como ações para prevenir, diagnosticar e tratar doenças e outras condições médicas.

Esse impacto tecnológico na melhoria da saúde não é novo; ferramentas e dispositivos ajudaram a produzir prognósticos mais otimistas por centenas de anos. E como veremos a partir de agora, não há nenhum tipo de exagero nessa afirmação.

No artigo de hoje, você verá cinco avanços da tecnologia médica que você deve acompanhar porque afetam tanto a saúde dos pacientes quanto a vida de quem trabalha na área. Continue a leitura!

Quais são as tecnologias que podem revolucionar a medicina?

É normal que a nossa percepção da tecnologia na medicina se limite a equipamentos de grande porte, como é o caso da ressonância magnética e dos robôs utilizados na cirurgia computadorizada. Mas hoje as pessoas usam software, aplicativos e outras inovações que são invisíveis para quem é leigo.

A maioria dessas ferramentas, como a telemedicina, tem revolucionado o modo como médicos e pacientes interagem. Essas mudanças também estão afetando a educação médica nas universidades, levando a um aprendizado mais integrado em todas as áreas.

E também não é para menos, já que, de acordo com uma pesquisa da Accenture, 91% dos hospitais brasileiros estão online, número bem superior à média da população. Enquanto isso acontece, mais de 61% dos médicos já fazem uso de ferramentas tecnológicas para tratar os pacientes, e 38% utilizam ferramentas eletrônicas de gestão.

Confira logo abaixo quais são as tecnologias que estão revolucionando esse campo!

1. Realidade virtual

O uso da realidade virtual (RV) na medicina não é algo novo. Robert Mann usou a tecnologia pela primeira vez por volta de 1965 para determinar qual procedimento cirúrgico ortopédico seria o melhor. O uso da RV para tratar doenças mentais é ainda mais promissor, do que como agora é usada para treinar médicos em cirurgia.

Psiquiatras da Duke University, nos Estados Unidos, estão tratando pacientes com fobias, incluindo claustrofobia ou medo de altura, com tratamentos que envolvem exposição a RV. Professores da Universidade do Texas desenvolveram um programa de treinamento para ajudar pessoas autistas a melhorarem suas habilidades sociais.

Essa tecnologia também está sendo aplicada para reduzir a dor sentida pelas vítimas das queimaduras. O jogo SnowWorld da Universidade de Washington ajuda os pacientes a aliviar a dor, especialmente quando recebem tratamento para feridas e fisioterapia.

2. Impressão de órgãos em 3D

A impressão 3D já está sendo utilizada em diversos campos, como para criar maquetes arquitetônicas e a indústria em geral. No entanto, ela foi recentemente empregada no campo da medicina para desenvolver modelos dos órgãos e elementos estruturais do corpo humano.

O uso de impressões 3D ainda é mais prevalente em contextos experimentais, como treinamento de cirurgias. Os modelos permitem uma melhor compreensão de anomalias, como tumores e partes internas do corpo.

No entanto, o futuro das impressoras 3D vai muito além. Atualmente, a ferramenta está sendo utilizada para criar partes sintéticas do corpo humano, com o intuito de aumentar o conhecimento dos médicos sobre os planos de tratamento clínico dos pacientes.

Dessa forma, os sistemas 3D tornarão mais fácil planejar cirurgias e tratamentos, ao trazer maior precisão e assegurando a obtenção dos resultados desejados. Com o aprimoramento dessa inovação, o médico entrará na sala de cirurgia com clareza do que precisa ser feito.

Vale notar também que as impressoras 3D estão sendo usadas para criar órgãos iguais aos humanos, que imita a passagem de sangue, ar, linfa e outros fluidos vitais. Logo, não será mais preciso esperar por um doador para receber um transplante de órgão.

3. Wearables

Os eletrônicos vestíveis são relógios, pulseiras, óculos e roupas, entre outros itens que contam com tecnologia. Antes, não muito tempo atrás, as pessoas tinham que ir ao médico e passar por uma bateria de exames para determinar a condição de seus corações.

Agora, com a tecnologia wearable, isso é possível com um smartwatch como o Apple Watch Series 4. Durante o uso, o relógio faz um eletrocardiograma e ainda avisa o usuário sobre batimentos cardíacos irregulares.

Já a empresa de roupas inteligentes Athos, desenvolveu uma camisa que monitora a frequência respiratória e cardíaca, além de monitorar a atividade muscular de uma pessoa durante o exercício.

4. Big Data

Big Data na área da Medicina tem gerado um impacto significativo. Trata-se de uma Tecnologia que amplia a capacidade de extrair e analisar dados do tráfego da internet, classificando-os e construindo uma vasta base de informação.

Outro benefício de usar filtros apropriados com big data é a capacidade de observar padrões de comportamento da população em geral. Isso permite identificar regiões mais suscetíveis a surtos de doenças como, por exemplo, a dengue.

Além disso, big data pode ser usada na medicina que ajuda a prevenir doenças, aumentar a chance de um diagnóstico precoce e aprimorar a pesquisa clínica do paciente. Isso define uma conexão entre a pesquisa acadêmica e a prática.

E, a coleta de uma grande quantidade de dados pode alterar o que se sabe atualmente sobre as causas das doenças e os tratamentos para curar. Dessa forma, contribuem para a melhoria da qualidade de vida das pessoas.

5. Inteligência artificial

A concepção da inteligência artificial não é uma tarefa fácil. Na realidade, uma forma de descrever essa prática é relacioná-la à capacidade humana de resolver problemas de qualquer tipo.

Algoritmos são criados com o foco em realizar esse objetivo, viabilizando a análise de dados. Sendo assim, estabelecer várias relações obtidas com o seu processamento é mais crucial do que entender o que o dado representa.

Mas, como isso beneficia a medicina? A análise de dados leva à criação de estimativas de probabilidade de diagnóstico. Porém, é preciso reforçar que a IA não substitui o laudo médico, apenas serve como um sistema para apoiar decisões clínicas!

Conclusão

Por fim, você já conhecia algumas dessas tecnologias que estão sendo usadas na medicina? Qual delas você acha mais interessante? 

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